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15/03/2022

Minimalismo: a prática do desapego que traz leveza para a vida

“Imagine uma vida com menos. Menos coisas, menos desordem, menos estresse, menos dívidas e insatisfações. Uma vida com menos distrações. Agora, imagine uma vida com mais. Mais tempo, mais relacionamentos com sentido. Mais crescimento, contribuição e contentamento."

Essa fala, dita por Ryan Nicodemus no documentário de sua autoria Minimalism: A Documentary About The Important Things ("Minimalismo: Um Documentário Sobre As Coisas Que Importam", em tradução livre) consegue dar significado, de forma concreta, àquilo que o minimalismo propõe: um comportamento – ou estilo de vida – que torna as pessoas mais importantes que as coisas que elas têm.

Uma vida mais focada em experiências  

O tempo… Você já parou para pensar o quão o tempo é precioso, insubstituível e irrecuperável? E por que temos a sensação de que ele está cada vez mais acelerado, escasso e mal aproveitado em nossas vidas? 

Vivemos constantemente apressados, estressados e “sem tempo”. Acumulamos atividades infindáveis que despejam sobre nós a carga mental de gerenciar e planejar tarefas enquanto sequer finalizamos demandas em execução.

Estamos continuamente conectados com o mundo por meio de smartphones, aplicativos e redes sociais que pressupõem uma disponibilidade ininterrupta do nosso contato. Esta mesma conexão nos estimula o tempo todo a consumir – nunca tivemos um acesso tão rápido à publicidade de produtos e serviços e demais estratégias de marketing que nos convencem a comprar algo que vai facilitar nossas vidas, resolver nossos problemas e nos destacar em uma sociedade que literalmente julga o valor das pessoas pelas aparências. 

Esse ritmo de vida acelerado e consumista traz consequências. Nunca aparentamos estar satisfeitos, pelo contrário, a frustração tornou-se algo corriqueiro. Somos invadidos por sentimentos de culpa e ineficiência se desejamos mais momentos de lazer, descanso ou horas de sono. Acumulamos dívidas em busca de um estilo de vida o qual nossos rendimentos não são capazes de sustentar.

Embora ninguém escolha intencionalmente, a maioria de nós vive sob eterna pressão. Essa difícil, mas real constatação levanta, por consequência, um questionamento: é possível uma vida menos angustiante e mais leve?

Com a proposta de ser uma resposta positiva à essa pergunta surge o estilo de vida minimalista que tem por objetivo a libertação, a renúncia ao excesso de bens materiais em nome de uma vida mais focada em experiências e no valor de pequenas coisas.   

Quando paramos para analisar atenta e profundamente nossas vidas e somos capazes de identificar o que é realmente necessário para a nossa felicidade passamos a tomar decisões mais conscientes que nos libertam de medos, preocupações e angústias, e das armadilhas do consumo que nos prendem aos nossos empregos, círculos sociais e bens materiais atrelados à manutenção de uma imagem de sucesso ou status.

Nesse contexto, o minimalismo nos convida a desacelerar, a encontrar mais bem-estar e satisfação pessoal ao manter apenas o que é essencial para cada um de nós, eliminando qualquer aspecto desnecessário que possa atrapalhar o nosso caminho em busca de uma vida com mais propósito. É um movimento que leva à simplificação dos nossos hábitos e pertences a o que nos é fundamental, propondo o desapego material para nos livrarmos dos excessos da vida contemporânea em busca de uma vida com mais leveza.

Consumir com consciência – e o que mais podemos aprender com o minimalismo?

É importante destacar que o minimalismo não trata sobre deixar de comprar, mas em adquirir com consciência e pensar nos impactos que essa aquisição gera em nossas vidas e no mundo. Faz-se necessário perceber que a relação entre felicidade e compras não é real. Somos constantemente levados a acreditar que adquirir um determinado produto nos deixará mais contentes. No entanto, conforme um novo modelo deste mesmo produto é lançado, a tendência é retornarmos à insatisfação e à necessidade de comprarmos novamente. 

Devemos compreender, também, que não precisamos de tudo que temos à nossa volta para viver. Dezenas de roupas, sapatos, acessórios, bens, artigos de luxo ou de marca e objetos em excesso não nos deixarão mais completos ou satisfeitos. Por outro lado, isso não significa que devemos acordar um dia e simplesmente doarmos ou nos desfazermos de tudo. É preciso trabalhar a emoção e a razão ao questionarmos se e porque queremos manter determinado objeto; se o mesmo é realmente necessário em nossas vidas, e qual o sentimento que ele nos causa. 

Observar a relação entre o que eu quero e o que eu preciso permite a percepção de como toda a indústria midiática nos atinge. É importante voltarmos nossa atenção, ainda, para os impactos que o consumo desenfreado causa no planeta. Nesse cenário, tornar-se adepto do minimalismo é uma forma de zelar pelo meio ambiente e pela diminuição de uma escala de produção insustentável que afeta todas as formas de vida.

Não menos importante, para além do desapego material é aconselhável também o desapego emocional, isto é, livrar-se das amarras que nos prendem a determinadas pessoas ou relações interpessoais que nos fazem mal. Relacionamentos tóxicos, sejam eles familiares, amorosos ou entre amigos e conhecidos costumam causar sentimentos de baixa autoestima, vergonha, raiva, culpa, solidão, ou ainda, ansiedade e depressão. Romper laços, por mais libertador que seja, é normalmente um processo muito difícil e doloroso. Por isso, não hesite em procurar ajuda com profissionais voltados para o cuidado da saúde mental, como terapeutas e psicólogos, se desejar seguir por essa jornada.

Uma ferramenta de libertação 

Se, após tomar conhecimento do que é o minimalismo, você se identificar com essa filosofia de vida e quiser adotá-la como um estilo a se viver, é importante compreender que ainda que o minimalismo se proponha a ser uma ferramenta de libertação, não existe uma fórmula universal a ser seguida. Esse processo de libertação será diferente para cada pessoa. Dito isso, deve-se partir do princípio de que o primeiro passo seja a realização de uma reflexão pessoal, uma análise profunda de suas posses e pertences acumulados, além de seus hábitos de consumo, relações e situações às quais você se sujeita para ter ou manter determinado padrão de vida. O quão a cultura do consumo influencia suas ações e escolhas?

O minimalismo não condena a compra de bens materiais, o problema surge quando esses itens passam a ter um significado muito grande, assumindo um protagonismo excessivo em nossas vidas. Esse mesmo contexto pode ser extrapolado para relações interpessoais que nos fazem mal, mas as quais mantemos por acreditarmos, de certa forma, que somos obrigados a isso. 

Após essa análise, você deverá estar disposto a renunciar a tudo que é supérfluo e se desfazer gradualmente dos excessos. Esse processo envolve muito desapego e pode ser um desafio. Mas, se estiver sendo muito difícil, lembre-se: o minimalismo não prega que você se desfaça das coisas que realmente gosta. A ideia é incitar o menos é mais de forma criteriosa. Logo, se você adora sua coleção de livros, não tem porque doá-la para abrir espaço na sala. Afinal, ela te fará uma falta emocional insubstituível.

Por fim, adote os pilares do consumo consciente em contraponto ao costume de adquirir desenfreadamente aquilo a que somos expostos todos os dias. São eles:

  1. Por que comprar?
  2. O que comprar?
  3. Como comprar?
  4. De quem comprar?
  5. Como usar?
  6. Como descartar?

Essas questões acompanham toda a vida do produto de modo que nos fazem refletir sobre o real motivo ou necessidade da compra, de qual fornecedor adquirir e, após a utilização, como destiná-lo de forma correta. Um exemplo muito bacana de um produto que é usado diariamente pela maioria das pessoas e que pode ser consumido com mais consciência e sustentabilidade é o do shampoo - no caso, a substituição do tradicional shampoo líquido envasado em frascos de plástico pelo shampoo sólido multifuncional da Terra Soul. O motivo da escolha ser mais consciente e sustentável se deve ao fato do produto ter múltiplas funções (pode ser utilizado para a limpeza da barba e da pele do rosto e do corpo - e não somente para lavar os cabelos), além de ser livre de água na composição, o que não só economiza esse importante e vital recurso como permite que o produto tenha o formato de barra e seja  acondicionado em embalagens de papel zero plástico. Assim, tem-se um único produto que substitui outros na função limpeza dos cabelos e da pele e que não gera lixo para ser descartado.

A Terra Soul é uma empresa brasileira que foi criada com base nos pilares do autocuidado minimalista e consciente. Produz cosméticos sólidos com ingredientes naturais, veganos e de baixo potencial alergênico. A TS acredita que uma rotina de cuidados pessoais e higiene pode ser feita com o uso de poucos produtos para a obtenção de muitos resultados

Para finalizar, o que podemos aprender com o minimalismo? A principal observação que devemos fazer após conhecermos um pouco mais sobre esse movimento é: ao eliminarmos o excesso de bens materiais e relações interpessoais tóxicas que ocupam espaços em nossas vidas sobra mais tempo e disposição para nos dedicarmos a novas experiências e vivências, àquilo que de fato nos traz felicidade e realização pessoal!

Para saber mais

Documentário: “Minimalism: A Documentary About The Important Things ("Minimalismo: Um Documentário Sobre As Coisas Que Importam", em tradução livre) de autoria de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, disponível na plataforma Netflix.

Livro: “Menos É Mais: Um Guia Minimalista Para Organizar E Simplificar Sua Vida” de autoria da escritora Francine Jay.

Podcast: “Vida Minimalista” disponível no domínio https://www.vidaminimalista.com/podcast-minimalismo/